quinta-feira, 1 de novembro de 2012

BRANCO



Pureza.
Leveza.
Tranquilidade.
Paz e serenidade.
O principio e o fim.
Assim vejo eu o branco.
A cor primária que cada um de nós leva à nascença.
Uma pincelada mágica que nos dota de umas lindas asas brancas.
À medida que o tempo passa elas crescem connosco. As asas.
Crescem para fora e tornamo-nos seres luminosos,
ou crescem para dentro, tornando-as invisivéis a olho nu.
Tornando-nos invisivéis para os outros.
Alguns, optam por corta-las literalmente.
Não lhes vendo nenhuma utilidade pragmativamente cortam e pincelam o corpo de outras cores.
Outros teimam em esconde-las numa espécie de espartilho.
Fingem que não existem e elas vão atrofiando.
Perdem a cor, o brilho.
Chegam a perder a pureza.
Escurecem e nós escurecemos com elas, porque elas e nós somos só um.
Deixemos o SOL entrar. Libertemos o espartilho.
Não quero perder o meu branco...
Branco de paz...mas nunca de rendição.
Cristina Vaz

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