sábado, 3 de novembro de 2012



SAUDADES




Congénere da tristeza.
Congénere da nostalgia.
Muito se tem dito sobre este sentimento.
Mais que um simples:"I miss you" dos britânicos.
Mais que o "Te echo de menos" dos nuestros ermanos ...
A saudade não tem uma definição simples ou linear tal é abrangência do seu sentir.
Saudades dos meus 15 anos em que não havia dias cinzentos.
Em que o "Romeu e Julieta" podiam ser os meus vizinhos do lado.
Em que "conhecia" efectivamente os meus vizinhos e o meu bairro.
Em que acreditava que tudo era possivel de alcançar.
Tenho saudades de acreditar em tudo isso.
Uma saudade nostálgica.
Saudades daqueles que amo e partiram fisicamente.
Cheiros, sítios vivem impregnados desta saudade.
Saudade carregada.
Saudade triste.
Saudades daqueles que ainda não conheço.
Saudades daqueles que nunca irei conhecer.
Saudades do que ainda não vivi.
Saudades do que nunca irei viver.
Aqui é uma saudade de um futuro que não existe.
De um passado que não aconteceu.
Uma saudade hibrida.
Uma coisa é certa.
É bom sentir saudade.
Só se sente saudade do que foi bom na nossa vida.
Ou do que poderia ter sido bom.
Resta-me dizer:
Ter saudades é ter amado.
É Amar.
Cristina Vaz

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