COR
Acordei sobressaltada com o romper da Aurora.
Procurei-a por todas as divisões.
Nada.
Saíu assim como entrou. De forma inesperada.
Com ela levou aquele luto que eu carregava.
Mas deixou algo no ar.
Sabem quando há um incêndio?
Assim ficou a minha casa.
Meio chamuscada, Meio cinzenta. Meio sem cor.
Vou pintá-la. Decidido!!
Azul para o tecto.
Peço à Tiz algumas estrelas.
Vou encher o meu lar de cor. De vida colorida.
Agora a Tristeza irá pensar duas vezes antes de bater à porta.
Irá sentir o cheiro da tinta, como um repelente.
Estareí segura por uns tempos.
Descobri que a felicidade mora ao lado.
Apenas lhe dava os bons dias e passava discretamente.
Vou convida-la a entrar.
Nesga de SOL na janela do meu quarto.
Devo ir. Um dia espera por por mim.
Amo-vos.
Cristina Vaz

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