segunda-feira, 5 de novembro de 2012

 
CORAÇÃO DOÍ
 



Desde sempre escutamos expressões como:
O céu é azul.
Gostos não se discutem.
O coração não doí.
Dogmas. Frases feitas.
Mas porque se diz que o céu é azul?
Quando olham para ele que vêem?
Eu vejo cor, muita cor.
Vejo nuvens, Vejo o Sol.
Vejo passarinhos, aviões.
Estrelas....
Uma interminável palete de cores.
Gostos não se discutem.
Mas porque não?
Não discute o ser humano tudo e mais alguma coisa.
Porque deixou os gostos de fora?
Gostos que são tão discutíveis como subjectivos.
Claro que se discutem. Discutimo-los diariamente. Nem nos apercebemos disso.
Finalmente termino com a célebre expressão: O coração não doi.
Não conheço outro coração que não o meu, mas este malandro aqui por vezes doi sim.
E com tamanha intensidade que parece sair do peito.
Quando perdi a minha avó doeu como nunca me tinha doído antes.
Uma dor sem retorno que gradualmente se transformou numa serena saudade.
Mas dor. Como quando ficamos muito tristes.
Como quando pressentimos algo. Sabem? Aqueles maus feelings que se concretizam?
Doi.
Felizmente também existe o amor, a felicidade e a amizade.
Tudo mescladinho contrabalança a dor.
Por isso apeteceu-me reinventar as frases feitas.
Frases minhas.
Aqui vão:
O céu também é azul.
Os gostos também se discutem.
E finalmente: O coração sente.
E porque sente também doi.
Beijo.
Do fundo do meu coração.
Cristina Vaz

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