terça-feira, 6 de novembro de 2012

DIÁRIO
 
 



Facilmente se compara a vida de cada um de nós a um Livro.
A analogia é de fácil trato.
Cada dia, uma página corrida.
Cada etapa importante da nossa vida um capítulo que se inicia.
Cada perda um capítulo que se encerra.
Dou comigo a reler páginas já escritas.
Existem dias em que tenho vontade de arrancar outras.
Sei que isso não é possível.
Este livro tem a particularidade de não permitir segundas edições, nem apagar o que já foi escrito.
Não existe a opcção Delete.
É um desafio aliciante.
Sabemos de antemão que o fim do nosso livro não será por nós escrito.
Alguém se encarregará de escrever "FIM".
Alguém o contará por nós, quando o nosso coração deixar de bater.
Nada fica para sempre.
Espero que o meu livro seja por alguém lido e o ache sereno.
Um livro suave para ler num fim de noite.
Que valha a pena ser lido.
Que emocione as personagens que de uma forma ou de outra estiveram sempre presentes em cada página.
E que no fim esbocem um sorriso e digam: SOL.
Até que ele, o livro acabe naquela prateleira empoeirada.
Até acabar em pó.
Até acabar em nada.
Cristina Vaz

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