DESISTIR
Ainda não desisti.
A teimosia vence o medo.
Derruba o quotidiano.
Enfrenta a monotonia.
Mas nem sempre é fácil.
Vezes há em que apetece fazer de Deus
Parar a viagem a meio.
Entregar os pontos.
Não lutar mais.
Simplesmente morrer por dentro
Deixar secar a fonte que alimenta a alma
Deambular um corpo
Amorfo
Nulo
Vazio
Sobreviver apenas.
Talvez por isso eu escreva
Talvez por isso eu aclame o SOL
Talvez por isso sinta necessidade de me reinventar
A cada dia
Talvez por isso eu seja assim
Meio tonta
Por ter medo de um dia
Ficar apenas
Meio viva
Meio Morta.
Cristina Vaz

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