segunda-feira, 15 de outubro de 2012

NUM BANCO DE JARDIM


Todos os dias os vejo naquele banco de jardim.
Os mesmos. Os de sempre.
Com os mesmos hábitos.
Como se olhasse para uma tela.
Tomam o café com o cheirinho
Jogam a sua bisca
Fumam o seu cigarro
E esperam.
Sentados esperam.
Conversando sobre o tempo
Sobre a crise
Sobre nada.
Esperam que a vida passe
Olhando a vida passar-lhes ao lado.
Naquele banco de jardim
Já nada anseiam
Com nada sonham.
Apenas esperam.
Eu olho para a tela
Na qual alguns vão desaparecendo
Outros renovando a mesma
Uma tela ausente de esperança
Uma tela viva
Mas sem cor....
Que me entristece.
Cristina Vaz

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