NUM BANCO DE JARDIM
Todos os dias os vejo naquele banco de jardim.
Os mesmos. Os de sempre.
Com os mesmos hábitos.
Como se olhasse para uma tela.
Tomam o café com o cheirinho
Jogam a sua bisca
Fumam o seu cigarro
E esperam.
Sentados esperam.
Conversando sobre o tempo
Sobre a crise
Sobre nada.
Esperam que a vida passe
Olhando a vida passar-lhes ao lado.
Naquele banco de jardim
Já nada anseiam
Com nada sonham.
Apenas esperam.
Eu olho para a tela
Na qual alguns vão desaparecendo
Outros renovando a mesma
Uma tela ausente de esperança
Uma tela viva
Mas sem cor....
Que me entristece.
Cristina Vaz

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