HOJE EM DIA
E assim aconteceu.
Tudo serenou como previa.
O coração acalmou e a luz ganhou ao dia.
Hoje és apenas o pó de um nada que já foi tudo.
Uma cor cinza e baça que restou
Perdida, entre uma palete dourada.
Uma noite sem estrelas
Uma manhã soturna
De chuva, enlameada.
Hoje em dia,
és apenas um entre milhares
que por mim passam
uma multidão sem rosto
que não me diz nada.
Não o Um que antes foras.
O teu sorriso perdeu toda a graça
e o teu brilho escureceu
Como um fim de tarde.
Vislumbro agora uma dança frenética
De banalidades, de futilidades
Onde antes via apeteciveis genialidades.
Neste corte abrupto entre o que pensei seres e o que és
Reside um abismo
Por mim criado
Pois na verdade sempre fostes apenas isso
Um acaso
Distante
Alguém banal
Que eu idealizei
Como sendo especial.
Cristina Vaz
Tudo serenou como previa.
O coração acalmou e a luz ganhou ao dia.
Hoje és apenas o pó de um nada que já foi tudo.
Uma cor cinza e baça que restou
Perdida, entre uma palete dourada.
Uma noite sem estrelas
Uma manhã soturna
De chuva, enlameada.
Hoje em dia,
és apenas um entre milhares
que por mim passam
uma multidão sem rosto
que não me diz nada.
Não o Um que antes foras.
O teu sorriso perdeu toda a graça
e o teu brilho escureceu
Como um fim de tarde.
Vislumbro agora uma dança frenética
De banalidades, de futilidades
Onde antes via apeteciveis genialidades.
Neste corte abrupto entre o que pensei seres e o que és
Reside um abismo
Por mim criado
Pois na verdade sempre fostes apenas isso
Um acaso
Distante
Alguém banal
Que eu idealizei
Como sendo especial.
Cristina Vaz

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