domingo, 14 de outubro de 2012

MY WAY


Talvez seja irreverente.
Talvez tenha um humor acutilante.
Talvez diga o que não devo
Porque o penso.
Talvez seja uma miuda autista
Que ninguém entenda.
Talvez tenha uma memória selectiva.
Só guardo o bom que cada um me dá.
Sinto em cada poro da minha pele
Do meu corpo
Uma vontade inebriante de viver
De sentir
Sinto-me solta, livre...
E não consigo espelhar em palavras este sentir.
Dir-vos-ei apenas que me sinto a trilhar um caminho sinuoso
Que o torna delicioso.
Este caminho chama-se vida.
E a cada dia que uma célula do meu corpo morre
Renasce em mim a vontade de aprender
Maravilhoso estado de inocência
E isto é algo indescritivel
Irredigivel
Necessidade de criar
De reinventar
De lutar
De continuar o caminho.
Certa que o trilho dourado
Me conduz ao tal altar celeste
Coberto subtilmente por um grandioso céu azul.
Se o fim fosse hoje saberia que tinha dito Obrigada
A quem comigo caminhou
Lado a lado
Saberia que tinha pedido desculpa
A todos os que amei
E que magoei no percurso
Saberia também que alguém me deve um pedido de desculpas
Aqui e agora
Mas que importa isso?
O caminho é meu
Importa quem a meu lado vai
Quem comigo amou
Chorou
Sentiu
Viveu
Esses sim importam
Esses sim levarei comigo
Se estas fossem as ultimas linhas
Dir-vos-ia uma vez mais obrigada
E que teria feito até aqui
Bem ou mal
O melhor que soube
Na minha imensa imperfeição
Mas sempre
My Way.
Cristina Vaz

Sem comentários:

Enviar um comentário