domingo, 14 de outubro de 2012

Me


Que se misturam entre si.
Me baralham.
Me confundem.
Se diluem entre um princípio e um fim.
Quem sou eu afinal?
Que raio faço eu aqui?
Por vezes Sol brilhante
Imenso
Por vezes Sol soturno
Tímido
Obscuro
Moribundo
Distante
Ausente
Presente
Obsidiante perante o mundo
Perco-me na lonjura de um horizonte.
Lesta em viver
Lesta em sentir
Jorram dentro de mil
Ecos, murmúrios, sussurros
Que transformo em mil palavras
Desordenadas
Polifonia textual
Nada convencional.
Aqui me perco nos meus Eus
Entre um inusitado sorriso
Um sincero abraço
Ou apenas num suave cansaço
De não te ter entre os meus braços
Lágrima desprovida que ganha vida
De dentro do coração
Sem entender a razão.
Já não sei onde termina
Ou acaba a minha emoção.
Já não sei o Eu que me alimenta
Emaranhada que está a minha razão.
Cristina Vaz

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