Dei por mim perdida
Em pleno mar alto
Num pequeno barco à vela
Náufraga de mim própria.
De onde parei apenas havia
mar, mar e um céu que me fugia.
Tinha o silêncio por companhia
Sentia frio.
De lá via ao longe terra firme.
Via uns vultos.
Eram os meus filhos.
Só podiam
Brincavam na areia.
Tudo estava calmo.
Tudo permanecia.
E eu ali.
Ali jazia.
Mas nada temia.
Pois sabia que por lá
Por lá
Tudo acalmaria.
E eu
Eu a ninguém faltaria.
Acordei.
Foi apenas um sonho mau.
Cristina Vaz

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