domingo, 14 de outubro de 2012

O MEU CADERNINHO AZUL

Respirei fundo.
Nesse respiro envolvi o mundo.
Peguei num lapís e num caderno
E escrevi cem vezes:
"Cristina tu não és má!"
Reli com medo de me voltar a esquecer.
E guardei bem fundo
Naquela gaveta só minha
O caderninho azul.
Interiorizei.
Pensei.
Afinal tu sempre estiveste ai não foi?
E eu nem te vi.
Dispersa andava eu
Nem sei bem com o que.
Hoje em dia
Quando o mundo parece desabar
Quando o Sol ameaça deixar de brilhar
Quando alguém ousa me "roubar"
Já não respiro fundo.
Lembro-me do meu caderninho
E sorrio para o mundo.
Nesse sorriso reeencontro a minha essência
O meu fundo
E sempre que duvido de quem eu sou
Abro a gaveta
Releio-me
Reencontro-me
Eu não sou má.
E tu nunca duvidaste disso.
Obrigada
Cristina Vaz

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