Eu. Em palavras. Numa espécie de diário cronológico e sequencial de factos reais ou não.
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
GRITO MUDO
Não consigo respirar.
Abre-me as janelas.
Deixa entrar o ar.
Sinto a brisa que me arrefece o corpo...
Mas este aperto que não passa.
Vontade de arrancar este coração
Vontade de gritar
Um grito mudo
Que me atormenta a espera
Que me silencia a alma
Que me anestesia o corpo.
Sinto-me a perder as forças
A vontade de pintar o mundo de cor
Não.
Não me digas nada.
Não quero saber.
Ouve-me tu a mim...
Sem que te diga uma palavra.
Tenta entender o meu olhar
Sem que me vejas.
Abraça-me sem te pedir...
Não percebes?
Esgotei as palavras.
Preciso descansar.
Cristina Vaz
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que lindo
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